Gratidão

Bem-vindos a minha casa, coração, alma e essência.
Agora que os partilho eles são também um bocadinho vossos.
Grata ao Universo por tudo! Pois foram todas as experiências que vivi que me trouxeram aqui!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Carta



Carta fechada,
na concha da mão.
- Abre o laço que contém
essa mensagem de Verão!

Acorda o calor dessa noite,
beleza amargurada na razão;
sentimento calado,murcho,
caído no chão!

Fruta podre que apodrece,
bem no centro do teu coração,
com passo marcado
no retrato do passado.

Passo retrógrado, escrito
com letras de carvão.
Aguarela escorrida
em quadro de areia.

Fechadura trancada
com mão dura e rugosa,
cadeado selado
com veneno velado.

- Rompe a fúria do carcereiro
olha para cima,
com olhos despertos!
corpo descontraído
na tarefa da ascensão!

- Solta a capa dessa solidão!
Esmagada sob a boca,
tão sedenta de outra!
Beijo de luz
Amor refeito nesta doce canção!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Fragilidade



Berço despido
de alma gentil,
carinho que cega
o colo de querer.

- Vem amor!Satisfaz o teu poder
com sentir de fogo
que arde no perecer
do ego destruído;
na carcaça do tentar ser
que saúda a alvorada deste amanhecer!

"-Esquisito que parece ser!"
- Mas é teu por direito,
conquistado com sofrer;
parto estreito e querido
de novos sentimentos há muito perdidos!

Bébé que chora, mudo sem saber,
mímica perfeita do teu ser
que, finalmente, grita:
"- Abram alas, acabei de nascer!"

Rei e senhor da fragilidade
conquistada a cada momento.
Exercício exímio de presente,
sem esforço. Amor lento
redentor e em flor,
como amendoeira carinhosa,
ao vento perece tão saborosa,
por ser ela apenas
aqui na imensidão do agora!

Universo


40 universos,
cima, baixo,
lado a lado
fora,dentro!

Num instante sou um,
a seguir sou tudo;
Luz intensa,
Ora condensada,
ora espalhada;
roda louca de energia!

Gratidão cravada
em cada célula de luz
que veio à terra nesta caminhada,
mas que do universo
não se separa.

Obrigada!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Agora

Corpo aceso,
de cansaço habitado
estendido no mar de morte
que pulsa na vida fugaz!

Força macabra emerge
no peito dormente,
calor pendente,
finda o ser eterno.
Viola a escolha mordaz
que se eleva no céu.

O amor interdito
que ao chão se verga,
como árvore em dia de verão;
frutos de dor,
amados na solidão.
Querer ser mais,
quando se treme
e se esvai a vida do coração.

Essência submersa,
confusa, treme na terra de ninguém,
deserto de amor,
controlo que me tem.

Prisão esmaga
a fragilidade de quem
se esconde do espelho,
agora refém do passado
que já foi e do futuro que não vem!

Presente no agora,
esse almejado segredo!
Tesouro cravado no cimo de mim,
aprender a ser porque sim
abrindo a porta do céu
que no aqui me sustém.

- Escancara o coração!
Que só pulsa do lado de lá,
confia e mergulha nesse lago
de aparente solidão, que canta
afinal a tua música em marcação.

O Ser dedilha o piano nesta canção,
hino à elevação
da Alma repleta de luz
que cega a escuridão!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fluir


Ao longe se some
a voz impotente,
sem saber,
jaz dormente
no frio da lápide carente.
Amor fingido,
sentimento passado
como água de um rio
que passa por entre.

Mão que em vão se fecha
na esperança de agarrar!

- Abre-te já para o Amar!

Só aquele que sente
o peito ardente
de verdade consciente
já no ringue derrotado,
se vira para cima
apenas por si encimado
e flui apenas, no seu reino
dourado de passos seus;
aqueles em que não há errado!

Caminho Florado, forrado
por flores de carmim,
beleza que acaricia
o jardim com luz amena,
banha o corpo de sim.

Sono de aceitação,
cai sobre o varandim,
que se abre na imensidão
dos campos frutados,
a norte do teu coração!

- Vem minha querida!
Alma amiga e antiga,
- Olha para cima!
Espelho fiel,
imagem que transcende,
te carrega e eleva,
vira do avesso e releva
erros do passado;
que no presente se mudam.

Abre a carapaça
que só te reduz!
Imensidão de amor,
com o olhar seduz:
Alma iluminada
Vai, voa para a tua Luz!

sábado, 14 de março de 2009

Cruzada


O coração aperta
na ânsia de ter
atenção cravada na pele,
que não chega nem vem!
Ondas de rejeição
invadem o calor da ascenção
Quero, quero, quero!
é a música fúnebre no meu coração.
Morro, morro, morro
na raiva destilada em vão!
Aceita Amor, chora a alvorada!
Nova era amanhece no teu leito
de ideias, de outros sentimentos alimentada!
Novo ser se ergue vitorioso!
Para trás o que já foi, conhecido e sabido,
agora vereda desconhecida,
mudança anunciada
na tua carne marcada,
rainha com festa coroada!
Ama-te, abraça-te, aceita e muda!
Força na fragilidade encontrada,
Muda e vence a tua cruzada!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Quero Mais

Um minuto mais
Para estar por perto...
Sentir, sentir
Por dentro, por entre
por fora, de cor
O cheiro, o tacto
O amor, o ser inteiro!

Sem rede, sem aviso
Saltar para o infinito.
Lindo, Céu, Mar, Terra
Fogo, Ar;
Até sufocar de tanto amar
o Mundo, a mim, a Ti
o outro, aquele, o Ser.
Só por ser, por pertencer.
Existir na perfeição da
Imperfeição!
Nesta música do eterno,
na comunhão de almas,
na azáfama de subir e descer!
De crescer, de ser, de morrer e renascer,
sempre em direcção a ti!
Contigo, para ti, para mim;
numa dança antiga, que fluí
em cada poro, em cada respiração!
No aqui e agora – no êxtase de ser,de poder Viver, só porque sim!
Porque mereci!
Agradeço a dádiva só de existir
De poder sentir, chorar, rir
Amar, encantar, marcar!
Essência de mim
para mim, esse perfume
Que sabe a ti e cresce aqui,
na efemeridade dos dias
para a eternidade dos dias.
Para a eternidade de Sempre!
Odor inebriante, que fica
nesta cama de folhas novas,
que passo a passo se renovam
na esperança do teu olhar,
do toque, da fusão eterna,
do amor incondicional dentro de mim!
Afinal o que sou senão um pedacinho de ti?!

O mundo gira e some, sugado para o zero.
Mas o peito abre e sente
o que foi renegado sempre!
Vê a cor brilhante, ofuscante do dia e jaz agora
à minha frente – o que é?
Dor, resistência, medo.
Todos mortos nas lágrimas que brotam
sem parar.
Para acabar, basta chorar, chorar...
A torrente purificadora
dos monstros passados
que rapidamente desaparecem;
como pó que se desfaz na lenha da fogueira,
como passe de magia curadora
da ferida que no peito teima em ficar!

- Abre-te, Rende-te e tudo se desfaz
perante ti! E podes começar de novo
com essa força renovadora, que só tu tens
no peito, à espera de ser libertada.
Essa luz que parece pequenina de tanto ter sido maltratada!
Somente espera crescer contigo
Para te guiar e levar alto, alto
No firmamento do teu ser
No mais profundo de ti.
Aqui, sim, sabes que és!
Só tu uma criatura divina, linda,
salva por ti, sem ego, sem medo
sem apego; só Amor, só Luz
só tu, tu, tu! Liberto
em Luz, seduz, produz
Amor Incondicional
Sim, Quero mais!

Natureza de Caranguejo

Natureza de Caranguejo

Caranguejo - a minha natureza (astrologia kármica)

O meu signo deu-me várias pistas para trabalhar ao longo da vida.Desde sempre senti falta de algo, um vazio interior permanente.
Memórias de carências afectivas, abandono e conflito com a figura materna.O que criou resistência e máscaras enormes: falta de vida da minha essência, a tendência para vitimização, como modo de chamar atenção para o meu sentimento de vazio( reforçado pela minha lua em touro, na casa IV - apegos emocionais)
Já intui que não posso fugir desse vazio, porque está cá para me conectar com a minha energia original. O MEDO de não ter ninguém é ilusório, pois temos sempre o AMOR INCONDICIONAL Dele. Assim o amor que preenche tem que vir de cima e não dos outros.( para isso viver caranguejo com Neptuno, ou seja de braços abertos para o céu, o Todo, integrando o ilimitado no limitado, para integrar neptuno no meu sol, há que ir lá trás e limpar karma).
O meu caminho para balança revela que tenho que ir aprendendo que Amor é liberdade, Aceitação de mim e depois do outro; a relação a dois serve para isso; aprendermos em conjunto o que é o Amor incondicional. Aquele que não cobra e é agente de evolução.
Para que possa fazer esta caminhada tenho que viver carneiro em termos mercurianos e não marcianos, ou seja orientar a acção para algo verdadeiramente importante - não discutir só por si e para ter razão.


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