Gratidão
Bem-vindos a minha casa, coração, alma e essência.
Agora que os partilho eles são também um bocadinho vossos.
Grata ao Universo por tudo! Pois foram todas as experiências que vivi que me trouxeram aqui!
Agora que os partilho eles são também um bocadinho vossos.
Grata ao Universo por tudo! Pois foram todas as experiências que vivi que me trouxeram aqui!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Para Quem?
Para quem sou o que sou?
Porque sou o que sou?
Ser perfeito de tão imperfeito ser.
Botão de rosa que cai
Sem aviso ou pudor.
Raiz que se ergue na terra do ser,
Pois só a força da inocência
acende o lampião de crescer
em direcção a casa!
Casa de paz, com braços abertos
para receber os seus filhos há tanto
esperados!
Espera de amor, de ansiar por rever
a alma linda, o amor incondicional
despojado de material!
Só luz em ti e saber que sou o que sou
e por mim sou alma iluminada!
Chegada do caminho do reencarnar.
Em roda de vidas e vidas e poder um dia
Chegar à essência de ser quem sou!
É hoje, agora, aqui no alto do universo
que me vi ao espelho de ti,
e soube que sim. Que subi e deixei uma
marca de cor prateada no céu infinito.
Que pode apenas ser a poeira das
estrelas
que iluminam o sempre, de dentro para
fora.
Onda de espuma desfeita num mar de
sins!
Perfeição alcançada sem resistência,
Sabor conhecido, mas há muito
esquecido!
Sou para mim, sou o que sou, sou eu
Alma iluminada !
De Mim para Mim
Amo-te, Amo-te!
Sempre, para sempre!
Cada poro, cada célula,
ruga, imperfeição.
No sorriso deste livro,
nas páginas abertas,
escancaradas para a vida.
No saber que é sensível,
na dor do que é possível.
Caminhada longa e penosa!
Um só sentido que mora
no peito desperto para ti.
Espelho da eternidade
na história da humanidade -
Que és tu amor.
Tu és eu
no reflexo fiel
que é amor maternal.
Sempre presente,
nunca ausente!
Contigo, impotente,
mas certo de sempre
Te amar incondicionalmente!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Sulcos
Penso em ti.
Cada sopro, cada poro.
Olho e espreito.
A vida em mim caída,
Morta de tanto esperar,
sai pelas traseiras
desse sono a despertar.
Viaja em pleno
na asa de pássaro,
ferido a debicar
migalhas de ódio
caídas nessas pedras
que queimam ao passar!
Olhos vistosos,
marcas marcadas,
sulcos de vida,
já morta nesse sulcar!
Aquele que peca
por pensar em deixar
o corpo cansado
que jaz nesse charco
de água parada.
Só na sua Cruzada…
O ego sujeito,
no pulsar de estrelas,
acorda desfeito.
Sem capataz, a alma
que regozija!
Linda no ser perfeito,
Amor encontrado
nessa almofada de imperfeito!
Obrigada em bem querer
Universo inteiro
Muda a caminhada,
equilíbrio almejado,
paz interior
que alcança eternamente!
Graal
Quando sai,
já não entra na minha alma.
O coração descompassado
Pulsa no céu brilhante,
a luz da estrela inebriante,
Odor de vinho de ontem,
sabor a vida de hoje,
pedra no caminho de amanhã!
Orvalho de chuva no peito,
cristaliza o hábito do sofrer
que habita no lembrar que é ser!
Cair na penumbra desta masmorra,
desistir da luz na poeira da ilusão,
que alimenta a máquina do querer
que é sernotado por não ser
e querer ser por ter!
Lembrado por nascer para correr
e fugir de cair nessa lembrança
do que é afinal ser!
Cálice dourado,
Graal santificado
abre portas do apenas ser.
Estar em tudo no momento;
sem querer ser mais do que se é.
Apenas divino, por ser!
Pedra lilás,
aquela que traz
o coração daquele que faz
o sol, o vento, o frio,
e a chuva,
o tudo e o nada,
o mais e o menos,
o grande e o pequeno.
Contrastes de um só ser
perfeito e divino
que é o ser que soma as partes
e resulta no mais que perfeito!
A luz que cega a noite,
deita tabus no leito
dos que querem esquecer
para não sofrer!
Mas a dor só vai, quando vem!
Baloiço de crianças genuínas
atropeladas pela idade dos maiores,
que com ganas de quem já tem
autoridade, param a dança da vida
e imprimem a vaidade!
Que se cola ao corpo sem piedade
e corrói toda a verdade
dessa dança de criança que é saber
ser a verdade!
domingo, 27 de janeiro de 2013
Eu Sei
Eu sei que sim
Que posso escolher.
Escolher estar aqui só para mim,
por mim, sem capas,
sem máscaras distorcidas
de dor, de cor dos outros.
Pensamentos que entram,
Sentimentos que ficam e
respiram no meu peito,
tomam vida por magia,
como marionetas nesta vida!
Vida de parecer, de corresponder
de antever desejos alheios,
que me reduzem, me subjugam
numa migalha de ser, pois o parecer
vence o ser!
Ter é o senhor
nas vidas dos mortais.
Trevas de conhecer
a luz que é poder ser!
Eu sei, o amor só entra
em coração doce, aberto a sofrer!
Desconhecer o que vem e com isso
viver.
É a beleza deste poder, que é ser
mortal!
Noite e dia sem controlar o amanhã!
Amanhecer com um sorriso de
algodão doce,
mesmo quando a noite pôs no corpo o
doer
de sentir e chorar. Abrir o portal que
Separa terra e céu.
E só ficar na beleza de saber
que posso sempre recomeçar!
Sim eu sei!
Que posso escolher.
Escolher estar aqui só para mim,
por mim, sem capas,
sem máscaras distorcidas
de dor, de cor dos outros.
Pensamentos que entram,
Sentimentos que ficam e
respiram no meu peito,
tomam vida por magia,
como marionetas nesta vida!
Vida de parecer, de corresponder
de antever desejos alheios,
que me reduzem, me subjugam
numa migalha de ser, pois o parecer
vence o ser!
Ter é o senhor
nas vidas dos mortais.
Trevas de conhecer
a luz que é poder ser!
Eu sei, o amor só entra
em coração doce, aberto a sofrer!
Desconhecer o que vem e com isso
viver.
É a beleza deste poder, que é ser
mortal!
Noite e dia sem controlar o amanhã!
Amanhecer com um sorriso de
algodão doce,
mesmo quando a noite pôs no corpo o
doer
de sentir e chorar. Abrir o portal que
Separa terra e céu.
E só ficar na beleza de saber
que posso sempre recomeçar!
Sim eu sei!
sábado, 26 de janeiro de 2013
Segredo
A escassos metros daquele abismo,caminhei com pés de outra que não os meus sem saber que eles me levariam ao mais recôndito segredo escondido, trancado no ar leve daquele dia de verão.
A terra feita de pó leve, teimosamente se levanta sem esforço no espaço à minha frente e rodopia numa dança provocatória que aumenta ainda mais o frenesim no meu coração.
Como que envolta numa aura de loucura, com um leve frémito doce de passado amargo, estaquei as minhas pernas já de si tão usadas e fracas e disse:"Não!"
Não quero ir para onde vocês me levam!
Mas os meus membros não me obedeceram. Anseiam pelo pulsar da inconstância conhecida, pelo sabor amargo do limão, tão viciante, tão seguro e triste.
Mais uma vez ordenei ao meu coração: "Pára de saltar, de desejar veementemente pela culpa que não queres e achas que tens que carregar, como estivador em dia de verão!"
Subitamente, ali estava eu,deitada numa pedra fria, dura, premente, verdadeira na ilusão que criei- Todas as minhas células gritavam pelo clímax desse momento tão indesejado.Aquele em que as máscaras caem e o enredo é desvendado, mesmo contra a minha voz, a minha ordem, o meu controlo desmesurado.
As pernas tinham cedido sob o fardo pesado de séculos de negatividade, atordoamento petrificado que me tinha subjugado segundo após segundo, minuto a minuto, dias, meses, anos, séculos da minha infinita existência.
Tudo se resume a este momento em que o universo se espreme e condensa no meu peito tão pesado e dorido, para depois sem aviso ou resguardo se expandir num orgasmo de dor sublimada que é olhar o meu monstro nos olhos e com um gesto do coração lhe agradecer, ao mesmo tempo que lhe aceno um adeus esperado e prescindo dele, desde as minhas entranhas até ao fio de cabelo mais leve e solto que tenho e que adorna a minha face linda e límpida agora que já nada espero,mas tudo mereço. Agora que o medo escorreu pela pedra fria onde me estendi,consegui abrir o portal do sentir. A morte, a vida, o sopro de felicidade de ser infinita, completa, perfeita, para me sentir na dor e na alegria, no ser mais profundo, sem julgamento, culpa ou controlo.
Fénix renascida adeja as suas asas de fogo violeta sobre mim e tudo transmuta apenas pelo poder da escolha que leva a angústia e o medo para longe e me preenche de poder divino. Neste corpo tão efémero e denso que abraço com carinho e carrego com amor finalmente.
Saio para o sol matinal que espreita tímido, mas com os seus braços poderosos me envolve com um abraço tão íntimo e maternal que adormeço enrolada em mim, coberta com mantas de aceitação e amor incondicional.
A terra feita de pó leve, teimosamente se levanta sem esforço no espaço à minha frente e rodopia numa dança provocatória que aumenta ainda mais o frenesim no meu coração.
Como que envolta numa aura de loucura, com um leve frémito doce de passado amargo, estaquei as minhas pernas já de si tão usadas e fracas e disse:"Não!"
Não quero ir para onde vocês me levam!
Mas os meus membros não me obedeceram. Anseiam pelo pulsar da inconstância conhecida, pelo sabor amargo do limão, tão viciante, tão seguro e triste.
Mais uma vez ordenei ao meu coração: "Pára de saltar, de desejar veementemente pela culpa que não queres e achas que tens que carregar, como estivador em dia de verão!"
Subitamente, ali estava eu,deitada numa pedra fria, dura, premente, verdadeira na ilusão que criei- Todas as minhas células gritavam pelo clímax desse momento tão indesejado.Aquele em que as máscaras caem e o enredo é desvendado, mesmo contra a minha voz, a minha ordem, o meu controlo desmesurado.
As pernas tinham cedido sob o fardo pesado de séculos de negatividade, atordoamento petrificado que me tinha subjugado segundo após segundo, minuto a minuto, dias, meses, anos, séculos da minha infinita existência.
Tudo se resume a este momento em que o universo se espreme e condensa no meu peito tão pesado e dorido, para depois sem aviso ou resguardo se expandir num orgasmo de dor sublimada que é olhar o meu monstro nos olhos e com um gesto do coração lhe agradecer, ao mesmo tempo que lhe aceno um adeus esperado e prescindo dele, desde as minhas entranhas até ao fio de cabelo mais leve e solto que tenho e que adorna a minha face linda e límpida agora que já nada espero,mas tudo mereço. Agora que o medo escorreu pela pedra fria onde me estendi,consegui abrir o portal do sentir. A morte, a vida, o sopro de felicidade de ser infinita, completa, perfeita, para me sentir na dor e na alegria, no ser mais profundo, sem julgamento, culpa ou controlo.
Fénix renascida adeja as suas asas de fogo violeta sobre mim e tudo transmuta apenas pelo poder da escolha que leva a angústia e o medo para longe e me preenche de poder divino. Neste corpo tão efémero e denso que abraço com carinho e carrego com amor finalmente.
Saio para o sol matinal que espreita tímido, mas com os seus braços poderosos me envolve com um abraço tão íntimo e maternal que adormeço enrolada em mim, coberta com mantas de aceitação e amor incondicional.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Alma Iluminada
O vento rasteja
longínquo de mim.
Caída no ventre do pó,
Com vermes de casta rara
que devoram o peito com dor cara
e me consomem no leito de morte!
No centro, um buraco tão profundo
que me perfura até à alma;
Que foge a gatinhar, apavorada
desgrenhada, acordada pelo pesadelo
de se ver apunhalada só por si.
Reflectida ao espelho,
De joelhos implora por misericórdia.
Curvada, coberta de suores frios
que a prendem à sua nova morada.
Guinchos ufanos rodopiam no ar sedento
que cobre toda a superfície de gelo,
de uma camada fina, imperceptível;
que traí o salvador, aventureiro,
Que de flecha em punho quer conquistar o mundo!
Aquele esterco onde nasceu, para trás ficou.
Agora o ego sobreveio e a conquista triunfou!
- "Aventureiro,olha o soalho alheio!
Essa luta não é tua!Desiste nobre flecheiro!"
E a alma presa, grita de dor
espicaçada pelo ferro quente de cor negra
que é o medo da morte, que jamais se ausenta.
-“Minha querida, só tu podes soltar os grilhões!
Coragem mãe branca, deixa doer, senão ficas refém!
Abre o coração que se contém,
curvado sobre o peso desse medo gigantesco que sobrevem!
Agora é a hora,vamos embora – abre o peito e deita fora!"
Preto, preto, preto, severo medo,
credo de dogma, infalível juiz,
finalmente deitado fora!
Minha querida vem a meus braços
Regenera a alma que se transmutou no Agora!
longínquo de mim.
Caída no ventre do pó,
Com vermes de casta rara
que devoram o peito com dor cara
e me consomem no leito de morte!
No centro, um buraco tão profundo
que me perfura até à alma;
Que foge a gatinhar, apavorada
desgrenhada, acordada pelo pesadelo
de se ver apunhalada só por si.
Reflectida ao espelho,
De joelhos implora por misericórdia.
Curvada, coberta de suores frios
que a prendem à sua nova morada.
Guinchos ufanos rodopiam no ar sedento
que cobre toda a superfície de gelo,
de uma camada fina, imperceptível;
que traí o salvador, aventureiro,
Que de flecha em punho quer conquistar o mundo!
Aquele esterco onde nasceu, para trás ficou.
Agora o ego sobreveio e a conquista triunfou!
- "Aventureiro,olha o soalho alheio!
Essa luta não é tua!Desiste nobre flecheiro!"
E a alma presa, grita de dor
espicaçada pelo ferro quente de cor negra
que é o medo da morte, que jamais se ausenta.
-“Minha querida, só tu podes soltar os grilhões!
Coragem mãe branca, deixa doer, senão ficas refém!
Abre o coração que se contém,
curvado sobre o peso desse medo gigantesco que sobrevem!
Agora é a hora,vamos embora – abre o peito e deita fora!"
Preto, preto, preto, severo medo,
credo de dogma, infalível juiz,
finalmente deitado fora!
Minha querida vem a meus braços
Regenera a alma que se transmutou no Agora!
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Natureza de Caranguejo
Caranguejo - a minha natureza (astrologia kármica)
O meu signo deu-me várias pistas para trabalhar ao longo da vida.Desde sempre senti falta de algo, um vazio interior permanente.
Memórias de carências afectivas, abandono e conflito com a figura materna.O que criou resistência e máscaras enormes: falta de vida da minha essência, a tendência para vitimização, como modo de chamar atenção para o meu sentimento de vazio( reforçado pela minha lua em touro, na casa IV - apegos emocionais)
Já intui que não posso fugir desse vazio, porque está cá para me conectar com a minha energia original. O MEDO de não ter ninguém é ilusório, pois temos sempre o AMOR INCONDICIONAL Dele. Assim o amor que preenche tem que vir de cima e não dos outros.( para isso viver caranguejo com Neptuno, ou seja de braços abertos para o céu, o Todo, integrando o ilimitado no limitado, para integrar neptuno no meu sol, há que ir lá trás e limpar karma).
O meu caminho para balança revela que tenho que ir aprendendo que Amor é liberdade, Aceitação de mim e depois do outro; a relação a dois serve para isso; aprendermos em conjunto o que é o Amor incondicional. Aquele que não cobra e é agente de evolução.
Para que possa fazer esta caminhada tenho que viver carneiro em termos mercurianos e não marcianos, ou seja orientar a acção para algo verdadeiramente importante - não discutir só por si e para ter razão.
Memórias de carências afectivas, abandono e conflito com a figura materna.O que criou resistência e máscaras enormes: falta de vida da minha essência, a tendência para vitimização, como modo de chamar atenção para o meu sentimento de vazio( reforçado pela minha lua em touro, na casa IV - apegos emocionais)
Já intui que não posso fugir desse vazio, porque está cá para me conectar com a minha energia original. O MEDO de não ter ninguém é ilusório, pois temos sempre o AMOR INCONDICIONAL Dele. Assim o amor que preenche tem que vir de cima e não dos outros.( para isso viver caranguejo com Neptuno, ou seja de braços abertos para o céu, o Todo, integrando o ilimitado no limitado, para integrar neptuno no meu sol, há que ir lá trás e limpar karma).
O meu caminho para balança revela que tenho que ir aprendendo que Amor é liberdade, Aceitação de mim e depois do outro; a relação a dois serve para isso; aprendermos em conjunto o que é o Amor incondicional. Aquele que não cobra e é agente de evolução.
Para que possa fazer esta caminhada tenho que viver carneiro em termos mercurianos e não marcianos, ou seja orientar a acção para algo verdadeiramente importante - não discutir só por si e para ter razão.




