O vento rasteja
longínquo de mim.
Caída no ventre do pó,
Com vermes de casta rara
que devoram o peito com dor cara
e me consomem no leito de morte!
No centro, um buraco tão profundo
que me perfura até à alma;
Que foge a gatinhar, apavorada
desgrenhada, acordada pelo pesadelo
de se ver apunhalada só por si.
Reflectida ao espelho,
De joelhos implora por misericórdia.
Curvada, coberta de suores frios
que a prendem à sua nova morada.
Guinchos ufanos rodopiam no ar sedento
que cobre toda a superfície de gelo,
de uma camada fina, imperceptível;
que traí o salvador, aventureiro,
Que de flecha em punho quer conquistar o mundo!
Aquele esterco onde nasceu, para trás ficou.
Agora o ego sobreveio e a conquista triunfou!
- "Aventureiro,olha o soalho alheio!
Essa luta não é tua!Desiste nobre flecheiro!"
E a alma presa, grita de dor
espicaçada pelo ferro quente de cor negra
que é o medo da morte, que jamais se ausenta.
-“Minha querida, só tu podes soltar os grilhões!
Coragem mãe branca, deixa doer, senão ficas refém!
Abre o coração que se contém,
curvado sobre o peso desse medo gigantesco que sobrevem!
Agora é a hora,vamos embora – abre o peito e deita fora!"
Preto, preto, preto, severo medo,
credo de dogma, infalível juiz,
finalmente deitado fora!
Minha querida vem a meus braços
Regenera a alma que se transmutou no Agora!
Gratidão
Bem-vindos a minha casa, coração, alma e essência.
Agora que os partilho eles são também um bocadinho vossos.
Grata ao Universo por tudo! Pois foram todas as experiências que vivi que me trouxeram aqui!
Agora que os partilho eles são também um bocadinho vossos.
Grata ao Universo por tudo! Pois foram todas as experiências que vivi que me trouxeram aqui!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Mãe
Gato perfeito
de sol banhado,
pêlo sedoso no virar
da anca sedutora
de mulher marcada.
Olhar perdido
na vastidão da alvorada
que surge calcada
pela matriz ondulada,
num constante desenrolar
que marca o bater do coração.
Azul profundo,
matizado de espuma perfumada,
reflexo na irís desse olhar
que ama o mundo suspenso
com o amor intenso de dar
um gesto calado repleto de ser!
Mãe de M grande,
com braços profundos
intensos e amorosos que
embalam o universo
de flores pequenas e frágeis,
que crescem soltas
na terra de paixão!
Caricias tangíveis,
de vento abraçadas
elevam essência!
Estima sublimada,
amor risonho
na cascata da vida
vivida com prazer!
GRATA POR TUDO!
de sol banhado,
pêlo sedoso no virar
da anca sedutora
de mulher marcada.
Olhar perdido
na vastidão da alvorada
que surge calcada
pela matriz ondulada,
num constante desenrolar
que marca o bater do coração.
Azul profundo,
matizado de espuma perfumada,
reflexo na irís desse olhar
que ama o mundo suspenso
com o amor intenso de dar
um gesto calado repleto de ser!
Mãe de M grande,
com braços profundos
intensos e amorosos que
embalam o universo
de flores pequenas e frágeis,
que crescem soltas
na terra de paixão!
Caricias tangíveis,
de vento abraçadas
elevam essência!
Estima sublimada,
amor risonho
na cascata da vida
vivida com prazer!
GRATA POR TUDO!
Doí
Quebra de regra,
amor sagrado
que some nos dedos
desta mão sedenta
que entra no mar com sabor do viajar.
Carta marcada com selo
de arrumação,que monótona
se senta de costas para a elevação.
Companhia de sua amiga,
solidão que fala por esse coração
tão cansado de viver,
sangra a sofrer por querer
chegar onde não sabe!
Caminha na viagem que ensina,
nas lágrimas que doem;
abrindo caminho nos sulcos da vida,
que é professora exímia!
- Ama com o coração
salta e larga essa tua razão
que é ego que te prende
te ilude e te defende!
Frágil como uma borboleta
que saiu para o céu
respirando a luz que doí
mas que é doce para o seu coração!
amor sagrado
que some nos dedos
desta mão sedenta
que entra no mar com sabor do viajar.
Carta marcada com selo
de arrumação,que monótona
se senta de costas para a elevação.
Companhia de sua amiga,
solidão que fala por esse coração
tão cansado de viver,
sangra a sofrer por querer
chegar onde não sabe!
Caminha na viagem que ensina,
nas lágrimas que doem;
abrindo caminho nos sulcos da vida,
que é professora exímia!
- Ama com o coração
salta e larga essa tua razão
que é ego que te prende
te ilude e te defende!
Frágil como uma borboleta
que saiu para o céu
respirando a luz que doí
mas que é doce para o seu coração!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Carta

Carta fechada,
na concha da mão.
- Abre o laço que contém
essa mensagem de Verão!
Acorda o calor dessa noite,
beleza amargurada na razão;
sentimento calado,murcho,
caído no chão!
Fruta podre que apodrece,
bem no centro do teu coração,
com passo marcado
no retrato do passado.
Passo retrógrado, escrito
com letras de carvão.
Aguarela escorrida
em quadro de areia.
Fechadura trancada
com mão dura e rugosa,
cadeado selado
com veneno velado.
- Rompe a fúria do carcereiro
olha para cima,
com olhos despertos!
corpo descontraído
na tarefa da ascensão!

- Solta a capa dessa solidão!
Esmagada sob a boca,
tão sedenta de outra!
Beijo de luz
Amor refeito nesta doce canção!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Fragilidade

Berço despido
de alma gentil,
carinho que cega
o colo de querer.
- Vem amor!Satisfaz o teu poder
com sentir de fogo
que arde no perecer
do ego destruído;
na carcaça do tentar ser
que saúda a alvorada deste amanhecer!
"-Esquisito que parece ser!"
- Mas é teu por direito,
conquistado com sofrer;
parto estreito e querido
de novos sentimentos há muito perdidos!
Bébé que chora, mudo sem saber,
mímica perfeita do teu ser
que, finalmente, grita:
"- Abram alas, acabei de nascer!"
Rei e senhor da fragilidade
conquistada a cada momento.
Exercício exímio de presente,
sem esforço. Amor lento
redentor e em flor,
como amendoeira carinhosa,
ao vento perece tão saborosa,
por ser ela apenas
aqui na imensidão do agora!
Universo

40 universos,
cima, baixo,
lado a lado
fora,dentro!
Num instante sou um,
a seguir sou tudo;
Luz intensa,
Ora condensada,
ora espalhada;
roda louca de energia!
Gratidão cravada
em cada célula de luz
que veio à terra nesta caminhada,
mas que do universo
não se separa.
Obrigada!
Etiquetas:
poema - gratidão - 28 de julho de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Agora
Corpo aceso,
de cansaço habitado
estendido no mar de morte
que pulsa na vida fugaz!
Força macabra emerge
no peito dormente,
calor pendente,
finda o ser eterno.
Viola a escolha mordaz
que se eleva no céu.
O amor interdito
que ao chão se verga,
como árvore em dia de verão;
frutos de dor,
amados na solidão.
Querer ser mais,
quando se treme
e se esvai a vida do coração.
Essência submersa,
confusa, treme na terra de ninguém,
deserto de amor,
controlo que me tem.
Prisão esmaga
a fragilidade de quem
se esconde do espelho,
agora refém do passado
que já foi e do futuro que não vem!
Presente no agora,
esse almejado segredo!
Tesouro cravado no cimo de mim,
aprender a ser porque sim
abrindo a porta do céu
que no aqui me sustém.
- Escancara o coração!
Que só pulsa do lado de lá,
confia e mergulha nesse lago
de aparente solidão, que canta
afinal a tua música em marcação.
O Ser dedilha o piano nesta canção,
hino à elevação
da Alma repleta de luz
que cega a escuridão!
de cansaço habitado
estendido no mar de morte
que pulsa na vida fugaz!
Força macabra emerge
no peito dormente,
calor pendente,
finda o ser eterno.
Viola a escolha mordaz
que se eleva no céu.

O amor interdito
que ao chão se verga,
como árvore em dia de verão;
frutos de dor,
amados na solidão.
Querer ser mais,
quando se treme
e se esvai a vida do coração.
Essência submersa,
confusa, treme na terra de ninguém,
deserto de amor,
controlo que me tem.
Prisão esmaga
a fragilidade de quem
se esconde do espelho,
agora refém do passado
que já foi e do futuro que não vem!
Presente no agora,
esse almejado segredo!
Tesouro cravado no cimo de mim,
aprender a ser porque sim
abrindo a porta do céu
que no aqui me sustém.
- Escancara o coração!
Que só pulsa do lado de lá,
confia e mergulha nesse lago
de aparente solidão, que canta
afinal a tua música em marcação.
O Ser dedilha o piano nesta canção,
hino à elevação
da Alma repleta de luz
que cega a escuridão!
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Natureza de Caranguejo
Caranguejo - a minha natureza (astrologia kármica)
O meu signo deu-me várias pistas para trabalhar ao longo da vida.Desde sempre senti falta de algo, um vazio interior permanente.
Memórias de carências afectivas, abandono e conflito com a figura materna.O que criou resistência e máscaras enormes: falta de vida da minha essência, a tendência para vitimização, como modo de chamar atenção para o meu sentimento de vazio( reforçado pela minha lua em touro, na casa IV - apegos emocionais)
Já intui que não posso fugir desse vazio, porque está cá para me conectar com a minha energia original. O MEDO de não ter ninguém é ilusório, pois temos sempre o AMOR INCONDICIONAL Dele. Assim o amor que preenche tem que vir de cima e não dos outros.( para isso viver caranguejo com Neptuno, ou seja de braços abertos para o céu, o Todo, integrando o ilimitado no limitado, para integrar neptuno no meu sol, há que ir lá trás e limpar karma).
O meu caminho para balança revela que tenho que ir aprendendo que Amor é liberdade, Aceitação de mim e depois do outro; a relação a dois serve para isso; aprendermos em conjunto o que é o Amor incondicional. Aquele que não cobra e é agente de evolução.
Para que possa fazer esta caminhada tenho que viver carneiro em termos mercurianos e não marcianos, ou seja orientar a acção para algo verdadeiramente importante - não discutir só por si e para ter razão.
Memórias de carências afectivas, abandono e conflito com a figura materna.O que criou resistência e máscaras enormes: falta de vida da minha essência, a tendência para vitimização, como modo de chamar atenção para o meu sentimento de vazio( reforçado pela minha lua em touro, na casa IV - apegos emocionais)
Já intui que não posso fugir desse vazio, porque está cá para me conectar com a minha energia original. O MEDO de não ter ninguém é ilusório, pois temos sempre o AMOR INCONDICIONAL Dele. Assim o amor que preenche tem que vir de cima e não dos outros.( para isso viver caranguejo com Neptuno, ou seja de braços abertos para o céu, o Todo, integrando o ilimitado no limitado, para integrar neptuno no meu sol, há que ir lá trás e limpar karma).
O meu caminho para balança revela que tenho que ir aprendendo que Amor é liberdade, Aceitação de mim e depois do outro; a relação a dois serve para isso; aprendermos em conjunto o que é o Amor incondicional. Aquele que não cobra e é agente de evolução.
Para que possa fazer esta caminhada tenho que viver carneiro em termos mercurianos e não marcianos, ou seja orientar a acção para algo verdadeiramente importante - não discutir só por si e para ter razão.



